
Sobre mim
Em 2026, completo 21 anos de formada em Psicologia. Ao longo desse percurso, muitos desafios atravessaram minha trajetória acadêmica e profissional, contribuindo para a construção de quem sou hoje como psicóloga.
Atuei em diferentes setores do serviço público, nas áreas de Psicologia Comunitária e Psicologia Escolar, além da docência no Ensino Superior. Apesar dessas experiências diversas, a clínica sempre esteve presente em meu caminho - e segue sendo minha maior paixão.
Em 2015, defendi minha dissertação de mestrado em Filosofia, movida pelo desejo de aproximar questões filosóficas da Psicanálise, campo que, pouco a pouco, foi se tornando meu principal eixo de estudo e trabalho.
No ano seguinte, tive a oportunidade de dar continuidade a essa pesquisa no doutorado, realizando parte dos meus estudos na Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, na França. Essa experiência ampliou meus horizontes acadêmicos e marcou profundamente minha formação pessoal e profissional.
Atualmente, dedico-me ao atendimento clínico de crianças, em modalidade presencial, e de adultos, tanto presencialmente quanto on-line, orientada pela abordagem winnicottiana, na qual tenho formação pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana de São Paulo (IBPW).
LITIARA KOHL DORS
CRP 08/10684

A abordagem winnicottiana
Donald Winnicott foi um pediatra e psicanalista inglês que dedicou sua vida a compreender o desenvolvimento emocional humano. A partir da observação da relação entre bebês e suas mães (ou cuidadores), desenvolveu a teoria do amadurecimento pessoal.
Para Winnicott, o sofrimento psíquico muitas vezes está ligado às falhas no ambiente de cuidado nos primeiros momentos da vida, quando não nos sentimos suficientemente protegidos, compreendidos ou sustentados. Essas experiências podem deixar marcas que atravessam a vida adulta.
A clínica winnicottiana se fundamenta justamente na reconstrução de um ambiente confiável. O atendimento oferece um espaço de escuta cuidadosa, acolhimento e segurança, onde o paciente pode, no seu tempo, retomar aspectos do seu desenvolvimento emocional que ficaram interrompidos ou fragilizados.
Hoje, muitas dessas ideias dialogam com pesquisas atuais nas áreas da neurociência e da epigenética, que também apontam para a importância das primeiras experiências de cuidado na constituição da saúde mental.
Existir é diferente
de ser funcional.


Costumo dizer que a Psicologia se apresentou para mim por meio de uma imagem.
Na infância, ao brincar no pequeno pomar da casa de minha avó, fui capturada por uma cena simples e delicada: uma fina teia translúcida entre os galhos de uma pitangueira, iluminada pelo orvalho da manhã. Aquela imagem permaneceu comigo, atravessou o tempo e, mais tarde, ganhou sentido na forma como passei a compreender a vida e o cuidado.
Hoje, penso a vida como uma teia: frágil, complexa, feita de fios que se entrelaçam, se tensionam e, por vezes, se rompem. A Psicologia, para mim, é o ofício de cuidar desses nós - seja quando tudo parece seguir bem, seja quando a trama se emaranha.
Na clínica, o cuidado oferece sustentação para que fios antigos possam ser retomados e uma história encontre novamente contorno e sentido. É a esse lugar, onde a vida pode voltar a fazer sentido, que minha escuta se dirige.
